COMENTÁRIOS – EQUIPE FORMADORA

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  • #14093

    O exercício da escuta com qualidade é realmente algo que devemos praticar, nada fácil, até porque nós no ímpeto acabamos interferindo, falando, desde o trabalho com as crianças, quando falam que temos que observar sem interferir, é algo que está no adulto, sempre achamos que a melhor forma de auxiliar é fazendo ou opinando por alguém, por isso a importância do exercício da escuta e observação, que muitas vezes o auxílio é muito maior do que a intervenção.

    #14094

    Gostei muito de assistir à audiência com o jovem e a juíza. É nítida a falta de paciência e empatia por parte dela. Fiquei impressionada e com certeza me faz perceber ainda com mais clareza o quão difícil é a tarefa de uma escuta de qualidade. Outra prova dessa dificuldade foi realizar o exercício da escuta mútua com uma colega de trabalho. Realmente é muito difícil, como a Ana Lucia falou, ser imparcial, não mostra-se indignada ou qualquer outra expressão facial ou gestual que revele o que estamos sentindo. Finalizo a aula com a certeza de que temos muito a aprender sempre e que o exercício da escuta será contínuo. Aula maravilhosa pelo poder de reflexão! Parabéns a toda equipe!!

    #14145

    O conflito é inerente às relações sociais e todos – crianças, jovens e adultos – podem aprender a lidar com ele de forma crítica e reflexiva. Um ambiente com ausência de conflito não é uma ambiente saudável, mas sim opressor. Para lidar com o conflito de maneira construtiva é necessário entendê-lo, pensar nas possibilidades de atuação e escolher aquela que provoca reflexão e responsabilidade coletiva. Esse aprendizado no ambiente escolar é essencial para o exercício de uma vida ética. Trata-se de revisar os modos de fazer, de aprender a se relacionar consigo, com o outro e de estar no mundo, aprendendo a construir junto uma perspectiva de vida pública em comum.

    #14152
    LIANA MACHADO MORELLI
    Participante

    Eu sempre me interessei pela mediação de conflitos, tenho estudos já na área (autodidatas), infelizmente na minha escola ainda não conseguimos por em prática (aparentemente ia sair do papel esse ano quando veio a pandemia). O que mais me preocupa na formatação da justiça restaurativa (e do círculo restaurativo) é conseguir convencer o corpo docente e e administrativo a aceitar essa prática como uma prática válida e interessante de atuação. O corpo docente da minha escola é bem rígido quando se trata de mudanças e tem, em geral, uma conduta negacionista a priore. Não vejo muitas possibilidades, por exemplo, de conduzir um círculo restaurativo de mediação entre professor e aluno, que em geral são conflitos absolutamente presentes e cotidianos na escola. Fico imaginando por exemplo, tentando explicar o funcionamento da justiça restaurativa em jeif e fico pensando no “escutar sem julgar” e já fico temerária. Não quero aqui partir da ideia preconcebida de que os professores não aceitariam (a agir exatamente com a postura que critico), mas realmente a gente acaba conhecendo as pessoas com quem trabalha. E percebo que é muito difícil convencer as pessoas a participar, porque elas acreditariam que isso significaria perder o seu lugar de poder. Como convencer a equipe de que não se trata de acabar com hierarquia de poder? Como convencer o corpo docente a participar?

    #14217

    Vejo que nesse retorno, a nossa maior preocupação não deve estar pautada em conteúdos, e sim em como lidar com o luto em suas diferentes situações (físico, emocional, social), que esses educandos, famílias e educadores, vivenciaram nessa pandemia. Precisamos ser ouvintes desses lutos, tendo empatia por cada um, em busca de uma volta “NORMAL”, para muitos que perderam empregos, pessoas, saúde física e emocional. Estaremos mapeando a situação de nossas escolas, identificando os problemas, conhecendo o novo lugar pós pandemia, buscando as melhores decisões em relação a esse espaço, de forma democrática.
    Devemos chegar em nossas salas com as malas vazias, para sermos preenchidos por nossas crianças, preparamos tudo, e esquecemos de dar espaço para que as crianças compartilhem e sejam protagonistas dessa aprendizagem.Precisamos permitir que as crianças se expressem, nos ajude nas tomadas de decisões, como sujeitos de direitos, que podem colaborar para essa volta, nos dando direção daquilo que necessitamos reinventar, para atender suas necessidades e seu desenvolvimento integral.A escuta nesse momento principalmente de nossas crianças sera essencial.

    #14244

    A PROPOSTA DA COMISSÃO MEDIADORA DE CONFLITOS (CMC) É ATUAR COM OS ALUNOS E TODOS OS ENVOLVILDOS NO PROCESSO ENSINO E APRENDIZAGEM, PROMOVENDO O FORTALECIMENTO DO DIÁLOGO E DA APRENDIZAGEM PARA A TOMADA DE DECISÕES DE FORMA DEMOCRÁTICA NO COTIDIANO ESCOLAR. O FOCO, PRINCIPAL, DAS AÇÕES SÃO AS RODAS DE CONVERSA, COM O INTUITO DE PROMOVER A ESCUTA AFETIVA.

    #14302

    A função da mediação de conflitos na minha opinião é fazer com que os envolvidos cheguem a um consenso. A mediação requer escuta atenta e não de julgar as partes envolvidas na ação e sensibilizar para acabar com o conflito.

    #14324

    Olá a todas e a todos !!

    Esta aula foi excelente e muito terapeutica, rsrsrs.
    Tirou um peso de meus ombros.
    No dia em que me convidaram a participar da comissão de conflitos, deu um calafrio ….não queria de maneira alguma. Mas depois de alguns dias ….aceitei.
    E hoje vocês conseguiram me dar um alívio.
    Percebi que o conflito é inerente ao ser humano, e sem ele estariamos mortos. É “o encontro com o diferente sem homogeinizar as verdades, as realidades, e as experiências”. O importante é reduzir as diferenças para respeitar e conviver, abrindo espaço para o conviver sem partir para a violência.

    Adorei.

    Muito obrigada

    #14327

    Em primeiro lugar, gostaria de informar que componho a equipe de mediação de conflitos da minha escola. Sou formado em direito e sou professor a vinte e seis anos. Ser mediador é evitar confrontos, é superar obstáculos que comprometem o êxito do processo pedagógico, é promover a dialogicidade nas ações educacionais.
    A mediação de conflitos não é uma forma de se resolver os confrontos, mas a partir deles se resolver o crescimento para que não tomem proporções gigantes.
    E mais, o conflito é importante para o equilíbrio social, no entanto se for resolvido antes de sua potencialização.

    #14361
    Rogê Carnaval
    Moderador

    Olá cursistas!

    De fato, não existe um mundo sem conflitos. Eles são até desejáveis, e reveladores de muitas circunstâncias. A ausência deles, também! Provavelmente não é que eles não existam, mas estão silenciados, e isso não é nada desejável, não é mesmo?

    Acho que sua fala é muito importante, Daniela! Faz pensar no tamanho do desafio, e ao mesmo tempo na importância de entender que os conflitos são inerentes, e precisam ser pesados como matéria-prima para as soluções.

    Um abraço,
    Rogê

    #14407
    Deise Miki Kikuchi
    Participante

    Boa tarde!
    Como sempre me fazendo refletir mais nas relações, quebrando paradigmas.
    Achei difícil falar na atividade de esculta mútua, pois sempre ficamos com um pé atrás por possíveis julgamentos. A proposta da atividade é muito bacana considerando isto, pois somos carregados de valores morais, que muitas vezes não nos fazem refletir a fundo estes valores!
    Parabéns formadores!

    #14415

    Durante as aulas as reflexões são muitas a cerca do comportamento de todos nos grupos em que fazemos parte e quanto o estudo sobre isso nos leva a ampliar o dialogo e escuta mutua.
    Durantes os videos e leitura percebi em meus pensamentos que muitas vezes que todos alguma vez, não estabeleceu o dialogo e escuta e atuou como juiz, decidindo o que ele mesmo acha como certo ou errado.

    #14478

    Que curso maravilhoso!
    A cada módulo fico mais encantada com o conteúdo… e muito desafiada.
    A organização do material, das aulas, dos vídeos nos desafiam a desacomodar crenças. Embora tenhamos criticado e nos escandalizado com a fala do novo ministro da educação que afirma que “crianças devem “sentir dor” ao serem educadas”, ainda acreditamos/ praticamos a dor moral como estratégia de fomentar uma possível mudança. Me parece que as lições de moral, como as que a juíza faz, quando ela mostra o pai e ao mesmo tempo o silencia, não é muito diferente do que fazemos ao chamar a família das crianças na escola. Praticamos isso de uma forma tão automática, e achamos que vai surtir efeito.
    E a Ana Lúcia vai no ponto ao dizer, que bom que esses meninos resistem quando se mantêm e repetem aquilo que a juíza quer ouvir. Fazemos o mesmo. Apertamos a criança e adolescente até que ela diga o que queremos ouvir, mas não investimos tempo em mudar o padrão (como o exemplo do gráfico). Não entendemos que a mudança exige tempo. E lamentavelmente educação é prestação de serviço e temos que produzir. Fazer o círculo restaurativo ou mesmo o temático é de uma riqueza singular. Quantos temas são centrais hoje (talvez sempre): bullying,raça, gênero, periferia, acesso, moradia, política, direitos, trabalho, saneamento básico, SUS. Tantos assuntos que são imprescindíveis à vida em sociedade, mas que ficam do lado de fora. Ou são abordados por nós como teoria, sem participação da criança, do jovem.
    Quanto à escuta, que tema necessário. Da mesma forma que precisamos atenção na comunicação para que a não violência seja possível, a escuta faz parte dessas mesma equação. O desafio é aprender a escuta ativa, sem julgamento. Fazer da escuta um jogo de frescobol e não de tênis. Nesse sentido penso nas perguntas, como possibilidades de facilitar a fala do outro. Ao contrário da comunicação como jogo de tênis em que as perguntas servem como armadilhas…
    Fico imaginando como o conteúdo do curso deveria fazer parte das formações continuadas dos professores. Tematizar reuniões de pais. Fomentar oficinas. As possibilidades são muitas. Mas os espaços nem sempre são abertos. Mas vamos encontrando novas formas para que tais temas sejam trabalhados e efetivados na escola e na vida.

    #14479

    Creio ter sido, até agora, a aula mais importante e esclarecedora pra mim. Depois de 3 longos anos, estudando e batendo cabeça sobre a CMC da minha U.E., consegui delinear o início, o andamento e o propósito dessa comissão. Cada texto, cada vídeo, cada palavra das formadoras me tocaram e fizeram com que eu percebe-se de quantas amarras ainda tenho que me livrar para ser mediadora. Eu atuo muito na justiça dialogal/ atuo na contensão, mudança de 1ª ordem, e não é esse o papel do mediador. Agora consigo olhar pra dentro e ver porque minhas mediações não surtiam efeito, resolvia-se agora, e depois o conflito voltava, muitas vezes, mais intenso e violento. Eu tenho medo do conflito, o evito de qualquer maneira, e agora percebo que tenho medo porque não sei lidar com o pensamento diferente do meu, valores e crenças diferentes das minhas, e ter enxergado isso é um enorme passo para a mudança.
    É necessário, realmente, sair da ilha para ver a ilha, e foi isso que senti fazendo o exercício proposto pela Ana Lucia Catão, eu sempre tive pré disposição para ouvir, mas não era uma escuta de qualidade, já que atribuía valores, afirmações, negações, pactos, mas sempre gostei de ser empática com meu próximo, mas não estava (estou) acostumada em estar do lado oposto, falar e ser, verdadeiramente, escutada, que situação incomoda, embaraçosa, as palavras vão faltando, você começa a achar que aquilo que se está dizendo só interessa a você e que o outro não precisa ouvir, me senti muito estranha, e nem sei porque me senti assim. Mas gostaria de compartilhar, com a formadora e meus colegas essa sensação.

    #14514
    Tiemi Okimura Kerr
    Participante

    Considero que esta aula foi a mais desafiante em termos de novos conceitos e reflexões.
    Por um lado, é tranquilizante sabermos que nossa função não será a de resolver os conflitos, mas sim favorecer um diálogo.
    Por outro lado, tenho uma grande questão em como aplicar essa perspectiva em um ambiente onde a maioria das pessoas defendem uma justiça retributiva, em que cobram por punições da gestão quando os alunos agem de forma que consideram inadequada, por exemplo.
    Achei muito interessante a proposta do exercício para sentirmos as dificuldades em reproduzir a história do outro e, principalmente, em falar sobre os próprios conflitos quando se está mais habituada a ouvir. Adorei as sugestões concretas de como conduzir um diálogo pautado em uma justiça mais restaurativa e gostaria de adquirir o material para ter uma “colinha” sempre que necessário…

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