COMENTÁRIOS – EQUIPE FORMADORA

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  • #12477

    Caras e caros cursistas,

    Pelos comentários de vocês, um ponto crucial parece ter ficado claro: as educadoras e educadores, principalmente os da Comissão, não têm como função a resolução dos conflitos. Na perspectiva do Projeto Respeitar é Preciso!, os conflitos são entendidos como inerentes às relações humanas e eles só se tornam problemáticos quando negados e oprimidos. Nesse sentido é que falamos em mediação de conflitos.
    Como vocês bem destacaram, essa mediação pressupõe, antes de mais nada, dar ouvidos. E dar ouvidos consiste em uma escuta qualificada, uma escuta que aponte para uma abertura para o outro, uma abertura para o diálogo. Isso nos convoca a pensar em muitas de nossas práticas na escola, não é? Pois bem. Sigamos pensando coletivamente e ressignificando nossas práticas cotidianas.

    Um grande abraço.
    Crislei

    #12393
    Rogê Carnaval
    Moderador

    Olá cursistas!

    Tema absolutamente instigante a mediação de conflitos, não é mesmo?! Trazer do mundo jurídico para o contexto escolar a importância da escuta qualificada e das estratégias para enfrentar os problemas derivados dos conflitos é muito desafiador. Passou da hora da gente superar essa cultura punitivista que ainda persiste na sociedade de uma forma geral, e na escola não é diferente. O diálogo é engrandecedor, né?

    Um abraço!

    #12479
    Vitor Gomes da Costa
    Participante

    Analisar as causas dos conflitos requer muita paciência por parte da comissã , que deve ter equidade entre seus pares.

    #12480

    Honoria da Silva Costa- Sim, afirmo que a escuta é um exercício diário. As decisões do coletivo para serem democráticas é um trabalho de paciência, pois para que todos os integrantes reflitam sobre todas as idéias expostas (do grupo) deve- se respeitar o tempo desta tarefa. Através deste exercício da escuta, há o crescimento de todo o grupo, atendendo- se assim dentro e fora dos muros escolares.

    #12481

    Honoria da Silva Costa- O diálogo faz parte da humanização, onde a atenção dispendida ás pessoas desperta a auto- estima de cada uma, pois numa sociedade capitalista onde ninguém mais para para dialogar e conversar (até mesmo dentro das casas das famílias, pois muitos ao invés de conversarem nos espaços de reunião familiar, se voltam à televisão/ celular, distanciando a atenção que deveria ser dispendida no lar), sendo assim, a escola deve estar intermediando estas situações para transformar esta realidade, pois o ser humano na escola é socializado rumando à edificação de própria vida e de outras vidas, através da escuta, do diálogo, da solidariedade, da atenção, da ajuda, etc , podendo então ser um cidadão completo e feliz.

    #12624
    Ana Lucia Catão
    Moderador

    Muito boas as reflexões que todas e todos fizeram sobre essa aula! Que bom que tocou!

    Para quem pediu mais material para ler sobre Justiça Restaurativa e Mediação, vejam o Caderno Mediação de Conflitos do Respeitar é Preciso! Lá, além do que está escrito sobre Mediação e Justiça Restauratia, tem, na bibliografia, várias indicações que podem ser baixadas via internet mesmo para aprofundar a leitura.

    Observação sobre o topico, mesclei todos os tópicos de comentários da equipe formadora da aula 5 neste tópico aqui, juntando os comentários da Crislei e do Rogê nesse mesmo tópico e acrescentando os meus agora. Estamos experimentando o forum e tentando encontrar o melhor jeito de deixar nossas falas. Seja respondendo individualmente quando há uma questão específica, seja deixando comentários coletivos em tópico específico de comentários e agora pensando se deixamos apenas um tópico de comentarios da equipe formadora ou vários. Estamos experimentando as possibilidades da ferramenta Fórum. Se quiserem opinar sobre como acham melhor, nos ajudam!

    Abraços!

    #12730

    Analisando os documentos e vídeos apresentados torna-se claro que a mediação de conflitos é uma estratégia muito eficaz no que tange as soluções de problemáticas diversas da sociedade. Entretanto, cabe salientar que esse processo de mediação é uma cultura que precisa de tempo e é um processo paulatino nos diversos âmbitos que o conflito está presente, seja na vara da infância e adolescência, na escola, entre outros.
    Fiquei bastante impactado com a forma agressiva e intimidatória que a juíza do Rio de Janeiro aborda e conduz as audiências com os menores, não que os mesmos não devam ser responsabilizados pelos seus atos, porém o que se vê é um monólogo sem nenhuma mediação entre as partes, que ao meu ver não surte efeito.
    Um grande abraço.

    #12809

    A aula 5 quebrou alguns paradigmas sobre mediação de conflitos. Sempre pensei que mediar um conflito era resolver o conflito, resolver o peoblema.Hoje entendo que não, pois o que importa é o diálogo e principalmente a escuta qualificada. Num primeiro momento, parece até fácil escutar, mas não é ,porque a todo momento queremos expor nossos julgamentos, certezas
    e opiniões, não deixando o outro falar. Depois do exercício da escuta, percebi que escutar de forma qualificada, depende de vc ouvir , sem julgamentos. E ouvir muitas vezes é difícil, requerendo exercício diário e constante. Enfim, muito bom esse aprendizado ,parabéns aos formadores, vcs são dez.

    #12810

    *problema

    #12820

    Acho que é difícil não julgar de acordo com nossa ideologia, mudar é preciso mas não é fácil. Estou me reeducando com vários cursos e este em especial está contribuindo muito para isso.
    Acho que deveríamos julgar apenas lendo os relatos, pois conhecendo as pessoas podemos pender para o lado de um ou de outro. Se colocar no ponto de vista de ambas partes sem conhecer as pessoas , acredito que daria uma imparcialidade de julgamento.

    #12944

    Bacana, Ana Lúcia, você agrupar aqui as respostas dos formadores. Falando pontualmente da ferramenta Forum, sinto falta dos comentários ficarem concentrados num lugar, para que as discussões possam ter maior continuidade entre os participante. Com muitos tópicos abertos me parece que a discussão pode dispersar mais do que na aula presencial. Mas isto é uma opinião minha mesmo, até talvez por uma inabilidade com o recurso. Adaptações que a mudança pede!

    #12947

    Excelente e instigante o vídeo da audiência e julgamento dos dois menores infratores mediante a juiza togada e os rapazes na sala de audiência restaurativa qual a partir da escuta desprovida de soberania do jugo e, diálogo entre as oartes se conciliam em aprendizagem e harmonia.
    Mas culturalmente o que eu disse para mim mesma ?
    Os exemplos ali apresentados entre as formas de fazer justiça estão tratados de maneira diferentes pelo aspecto do maior ou menor infração cometida…
    Isso me fez lembrar Clarice Lispector que formada em Direito,embora nunca tenha atuado juridicamente,literariamente, nos deixa um legado para refletirmos : ” não há direito de punir, só há poder de punir.”
    E,se aceito um olhar soberbo de um ser humano a outro humano em razão de seu poder investido como devo proceder para me livrar de meu próprio pensamento de que o certo pode ser mesmo isso ?
    Devo me livrar dos padrões cristalizados colonizadores da meritocracia e abir a mente não apenas para estudos,mas,principalmente para atitudes antirracistas.
    Quem é e como é o país Brasil punitivo ?
    A quem pune e como e por que pune e quem são as maiorias presas em nossos presídios ?
    A partir do retrato social real podemos e devemos sim pensar na justiça alternativa e ressocializadora de fato e, não apenas mandatária na fria letra dada aos menos privilegiados que como rèus aos juìzes se dirigem…

    #12994

    Boa tarde Crislei! Concordo com a colega Honoria no que diz respeito à escuta, ouvir permite um encontro de ideias e assim estabelecemos relações.

    #13016

    Boa Tarde a Todos!
    Realmente na resolução de conflitos a Escuta Ativa é imprescindível, e escutar dessa forma exige uma ação, ação essa para resolução do conflito, que muitas vezes percebemos que a mudança deve partir de nós mesmos e não do outro; isso exige empatia e humildade da nossa parte! E quando conseguimos desenvolver essa escuta ativa, tudo se torna mais fácil no diálogo!
    Abraços!!

    #13057

    Primeiramente gostaria de agradecer, e dizer como e pertinente tudo que foi dito nos vídeos, outro ponto finalizei um Tcc, com este tema a exatamente 7 meses, e como teria sido útil o material disponibilizado, enfim relembra minha pesquisa e saber que fui escolhi este lindo caminho me enche de alegria.
    Acredito que a medicação de conflito dentro do ambiente escolar visa muito mais do que resolver problemas ou apagar incêndios como muitos vem, ela vai na raiz da relações intrepessoais, ela tem o alcance de cumprir o papel da educação integral, você ensinar a criança ou adolescente a ouvir atentamente, a respeitar o outro e usar a empatia, e aprofundar a educação integral, e proporcionar que esta criança e adolescente se torne um adulto mais tolerante, mais questionador e critico. O ambiente escolar precisa de fato colocar em pratica a portaria destinada a Comissão de mediação e conciliação de conflito.

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