COMENTÁRIOS – EQUIPE FORMADORA

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  • #12475

    Caras e caros cursistas,

    Quantas reflexões essa aula nos permite fazer, não é? Preciso ressaltar o quanto os comentários de vocês são instigantes e apontam para a premência deste debate e para a compreensão das formas de opressão e discriminação que podem se dar no contexto escolar. Gostaria de tomar um ponto nessa discussão que, ao que me parece, há que ser salientado e amplamente refletido por todos e todas nós. Como bem é abordado nesta aula, a diversidade é inerente à condição humana, nesse sentido, não há como se falar em tolerância e sequer em respeito à diversidade, visto que ela é uma característica elementar da humanidade. Respeitamos os sujeitos, todo e qualquer sujeito, visto que são seres plurais e diversos. A diversidade é um dado.

    Contudo, é preciso atentarmos para a forma como mobilizamos a ideia de diversidade que, como já enfatizamos, é parte da condição humana e um valor por excelência. Pensar a diversidade e a sua riqueza implica considerarmos que todos e todas somos diversos, no entanto, é comum que ao falarmos em diversidade nos venha a mente alguns grupos específicos (negros, indígenas, pessoas LGBTQIA+, pessoas em situação de inclusão etc.). Ora, essa correlação direta entre diversidade e esses grupos aponta para algo que precisamos desconstruir, a saber, a noção de norma e normatividade. Ou seja, quando pensamos a diversidade como “caixinhas” nas quais agrupamos os “diferentes”, mobilizamos, nessa forma de pensamento, a ideia de que haveria os diferentes e os normais. E o que é o normal? O que é a norma? O que é o padrão? Essas questões precisam tensionar concepções, condutas e perspectivas que são naturalizadas no cotidiano.

    Um outro ponto a se pensar é que a discriminação, enquanto prática social, produz desigualdades.

    Espero que sigamos trocando nossas impressões, opiniões e perspectivas por aqui.

    Um grande abraço.

    Crislei

    #12488

    Nesse momento de pandemia, percebo claramente a discriminação, pois a maioria dos discentes não tem os recursos tecnológicos necessários , como celulares, notebooks, computadores etc, para as aulas remotas e a distância. São excluídos , pois todas as ações estão sendo apenas para os estudantes que tem acesso a tecnologia.
    Levanto esse questionamento e reflexão a todas e todas nas reuniões pedagógicas on line com a equipe da escola, até que ponto esse ensino a distância está sendo justo e igualitário.

    #12712

    Infelizmente o momento em que estamos vivendo nos trouxe a visão clara da desigualdade de acesso e permanência do ensino a distância, pois tem famílias com todo suporte necessário com salas de estudos equipadas com mesa, computadores e ambiente silencioso e pais presentes assegurando todo apoio ao estudante. E por lado nos deparamos com alunos que moram e dividem um único cômodo com toda família e que além da falta de instrumento básicos para seu estudo não pode contar com a ajuda de seus familiares para tirarem suas dúvidas e que infelizmente não tem nenhum apoio para que esse estudo a distância venha ser produtivo em sua vida escolar. A escola enfrentará várias diversidades e discriminações no retorno as aulas presenciais e precisará se reinventar para construir uma escola justa assegurando o direito de todos à uma educação de qualidade e respeito a todos seus educandos e equipe escolar.

    #12817

    A pandemia e a falta de concesso dos poderes públicos tem agravado as desigualdades sociais, falta um maior apoio para os nossos estudantes que não tem lugar de voz para reivindicar seus direitos.
    Muitos por causa da situação financeira familiar estão sem “aulas ” pois não tem acesso as tecnologias e os que estão acompanhando como compreender tanto conteúdo sem a orientação presencial do professor.
    No retorno as aulas presenciais, nos professores precisamos passar segurança, tranquilidade e acolher a todos, fortalecendo os vínculos afetivos.

    #12837
    Nádia Portela
    Participante

    Com a pandemia, no Brasil ficou escancarada a desigualdade social. De certa forma há formas de opressão e discriminação vigentes, já que nem todos tem as mesmas condições de isolamento e distanciamento social. A periferia está à margem da sociedade. É a que mais tem sido afetada com o vírus. As medidas são tomadas,mas sem equidade. Quantos de nossos estudantes têm acesso a equipamentos que garantem o ensino à distância? O filho do trabalhador é oprimido, é discriminado, sempre.

    #12853
    Vanilza Gomes
    Participante

    Concordo com os comentários dos colegas, pois infelizmente a pandemia além de tirar vidas tb as segregou. O conceito de educação para todos ficou vago, uma vez que os mais pobres não tem acesso a tecnologia para terem aulas remotas.

    #12900

    Boa Tarde a todos!
    Falando um pouco dentro da minha experiência como professora de educação infantil, percebo que a sala de aula é uma diversidade, crianças de todo tipo, cor, classe social e cada um com seu jeitinho! Já percebo a discriminação logo cedo: a menina toda arrumadinha que não quer sentar na mesma mesa daquela que vem despenteada; o menino que magoa o outro porque ele trouxe o brinquedo mais legal. E assim por diante, parece fazer parte do comportamento humano achar que se é superior ao outro. As lições de empatia e respeito devem começar cedo, no berço!
    Abraço a todos!

    #13088

    Já sentia a desigualdade antes, mas sabemos que no atual momento a tendência é piorar. São poucas crianças que estão conseguindo acessar as aulas, seja por falta de internet, por não ter o que comer, por não ter alguém da família disponível para acompanhar e outras tantas situações!
    É triste estar próximo de uma realidade que muitas vezes é escondida na sociedade, mas que nós enquanto profissionais, precisamos estar sempre mais próximos dos acontecimentos e da realidade das nossas famílias e crianças e fazer o possível para que as desigualdades possam ser amenizadas, discutidas na escola, com as crianças e profissionais.
    Já escutei professor dizendo…
    NOssa, precisa vir com o cabelo solto desse jeito e tantas outras falas que escutamos e nem parece vir de educadores.
    Piadas e mais piadas, usando o ser humano como ponto central e suas diferenças
    Eu acredito em um mundo melhor, mais humano

    #13136

    Percebo que diante do atual cenário, há a discriminação daqueles que não tiveram acesso a as aulas online,os classificando como menos favorecidos e não como sujeito de direito.

    #13201
    Luana Arakaki Ramos
    Participante

    Achei muito interessante essa questão da diversidade ser algo inerente ao ser humano, nunca tinha pensado desta forma, apesar de sempre acreditar e transmitir o pensamento de que a diversidade sempre acrescenta num grupo de pessoas. É importante ressaltar como a pandemia, acabou evidenciando tantas questões que tentávamos não olhar, a desigualdade social é uma delas, e não só na educação e no acesso a ela, mas afetando o direito à saúde, saneamento básico, moradia digna, á própria vida. A questão não é se ela existe, mas de que forma combatê-la. E qual o papel fundamental da escola nesse combate. Será apenas com as crianças? ou talvez devêssemos ter ações mais práticas junto a toda comunidade escolar que dela necessita?

    #13244

    Infelizmente, partir do pressuposto de que a diversidade é inerente ao ser humano ainda é algo muito distante da nossa realidade. A desigualdade juntamente com a discriminação e o preconceito estão escancarado em nosso país, ainda mais agora nessa pandemia. Porém, faz se necessário que discussões e reflexões como essas estejam cada vez mais presentes em nossas unidades escolares em todos os segmentos e modalidades de ensino, para que desde a primeira infância possamos desnaturalizar comportamentos nocivos e padrões estabelecidos por uma minoria.

    #13254

    Toda a comunidade escolar precisa entender e enfrentar as diversas formas de discriminação que podem acontecer na escola. Esse esforço coletivo
    é fundamental para apoiar estudantes que sofrem com o preconceito e garantir o respeito às diferenças.

    #13316

    A Pandemia ‘escancarou’ de vez as desigualdades já existentes tanto dentro, quanto fora da escola! Me questiono: como podemos não contribuir ainda mais com tudo isso?

    #13350

    Diante da leitura dos comentários aqui colocados, e após essa aula maravilhosa sobre diversidade e discriminação, algo sobre o retorno apontado pela Gunga Castro e Ana Lucia Catão, uma frase em especial me chamou a atenção ” Quem esta vivendo e quem esta morrendo nas escolas?”. Isso me fez refletir que muitos discentes estão morrendo em sua trajetória escolar muito antes de toda essa pandemia, pois seus direitos e sua diversidade assim como colocado pela Professora Crislei, como característica elementar do ser humano, não estão sendo respeitadas, ocorrendo então a discriminação como forma de colocar para longe o que se considera diferente. O contexto apresentando quanto a discriminação naturalizada, me fez rever práticas, conceitos, planejamentos, pois assim como a professora Gunga relatou, muitas vezes planejamos nossas aulas sem pensar na diversidade, sem explorar outras culturas, outras festas, que possam estar ligadas em um contexto dentro da realidade de nossos alunos.

    #13524

    A discriminação é algo que sempre existiu no nosso país porém com este cenário da pandemia ficou mais claro que existe uma grande diferença entre quem tem condições financeiras e pode procurar um bom hospital, fazer os exames necessários e curar-se, muito diferente das pessoas que não possuem uma condição financeira, muita das vezes sequer tem um leito para ser internados e morrem em casa.
    Junta-se então essa pandemia que separa literalmente pobres na maioria das vezes negros e sem oportunidade de ter as mesmas condições e a má administração de nosso país para que tenhamos essa realidade que temos vivenciado de injustiças e preconceito por todos os lados.
    Por fim acredito imensamente que não podemos aceitar isso como uma nova realidade ao contrário devemos lutar dentro das salas de aula para a criança seja e haja diferente, para que possamos modificar o pensamento dessa sociedade.

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