Comentários – EQUIPE FORMADORA

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  • #12391
    Rogê Carnaval
    Moderador

    Olá cursistas!

    Que tema urgente o dessa 4ª aula, hein? Estamos em meio a uma situação em que o mundo experimenta uma onda de protestos gerados pelo brutal assassinato de George Floyd, em Minnesota, EUA. Esse efeito dominó acontece por muitas razões. A cena do assassinato pelo policial branco, ajoelhando sobre o pescoço de Floyd, é chocante. Mas o racismo não está circunscrito àquela cidade. Os protestos pipocam mundo afora porque o racismo é estrutural e absolutamente difundido. Portanto, a urgência em pensar na tragédia cotidiana que o racismo produz é absoluta, e em várias partes do mundo. No Brasil, então… Só pra ficar num exemplo muito, muito recente: a morte do menino Miguel, em Recife, desnudando de maneira contundente o racismo presente na nossa sociedade. Mas infelizmente, esse caso não é único. Ao contrário, é cotidiano. E os exemplos de discriminação e preconceito são inúmeros. Que tragédia vive cotidianamente a população LGBT, os povos indígenas, os adeptos dessa ou daquela religião. É preciso nos municiarmos. É preciso estarmos atentos pra que não naturalizemos esses comportamentos. Ninguém nasce racista ou homofóbicos: nos tornamos, e é preciso enfrentar isso com unhas e dentes. Como muito bem foi colocado: não se trata de mimimi não! Pessoas perdem suas vidas cotidianamente. Não ver isso, minimizar esse problema, é ser conivente. E o espaço escolar é privilegiado nesse sentido, pois se na escola ocorrem SIM situações de preconceito e discriminação, é também no ambiente da escola que temos a oportunidade de tematizar essas questões, de maneira a enfrentá-las e combatê-las!

    Tomo a liberdade de reproduzir um trecho de um dos comentários dos nossos cursistas: “com que olhar pensamos e refletimos as histórias das crianças em geral, e as histórias de crianças negras, indígenas ou imigrantes em particular? O reconhecimento a essa questão identitária leva a escola aos projetos pedagógicos que atentem para as questões de discriminação, racismo e preconceito e promovam a valorização das diferenças étnico raciais.” Bota a gente pra pensar, não é mesmo?

    Sigamos!!

    #12429

    O Curso está muito bom. A cada dia se aprofundando mais no assunto e clareando nosso entendimento.

    À Equipe Formadora:
    Por favor, me ajude a ver e compreender melhor:
    O fato de não mais fazer comemorações nos dia das mães por exemplo. Porque é considerado uma discriminação? Como a Gunga falou, não se contempla os que não têm mãe. Mas e o não contemplar as mães e os alunos que tem mãe e ficam esperando algo neste dia? Seria somente na infância? No caso de uma mãe falecida? A morte, como lembrado na palestra da Deisy Ventura, vem para todos. Sei que é necessário trabalhar isto com a criança, mas é um fato. Sinceramente, encontro dificuldade nisso.
    Vou colocar e expor minha situação acho que ajudará. Tenho uma filha com restrição alimentar, alérgica a proteína do leite de vaca e a soja, inclusive derivados. A maioria das escolas em que ela estudou, comemoravam Páscoa, faziam lanches coletivos, amigo secreto de chocolate, almoço oferecido pela escola, passeios onde o lanche era fornecido por eles ou pelo lugar do passeio. Sempre avisei as escolas. Praticamente todas às vezes, a preocupação era minha em levar algo que ela pudesse comer. Comprava o chocolate, fazia e levava o molho de tomate, levava bolo ou salgadinhos para todos, de modo que ela não se sentisse excluída ou melhor se sentisse incluída. Eu me preocupava com isto. Teve uma vez que uma escola me deu o dinheiro para que eu comprasse o Ovo de Páscoa que ela podia comer. Penso que isso contemplou a minha filha. Mas como a escola não faria isto se já faz parte do seu histórico… Isso acontece até hoje, ela está com 12 anos. É difícil, mas ela precisa conviver com isto: não pode comer as comidas de restaurantes ou mesmo da casa de outras pessoas, mas sempre damos um jeito para que ela não deixe passar estas oportunidades apesar da alergia.
    Nas escolas por onde passei tenho muita preocupação com a inclusão de crianças com restrição alimentar, pois é o que vivo.
    Agora preciso entender melhor esse ponto, como comentei sobre a não comemoração do dia das mães. Obrigada.

    #12443

    Gostaria de agradecer pelo conteúdo disponibilizado, as reflexão são sempre muito enriquecedora, embasado teoricamente nosso conhecimento.Observar estes tema descriminação que é tão presente em nosso dia a dia na escola e na vida ,me faz pensar de como a naturalização dos fatos maqueiam as situações discriminatórias, como a nossas falas são carregadas de pré-conceitos, para e refletir sobre isso e enriquecedor,ter a oportunidade de repensar situações como está, em um momento tão difícil, me possibilitou a acender a chama da esperança que a educação salva, o pensar na educação com a visão da equidade da educação integral, sim possibilitara a mudança estrutural a qual o nosso país precisa.

    #12447

    É realmente um privilégio estar participando deste curso, diante de um momento tão delicado em que a nossa saúde mental está abalada, com certeza o curso está sendo remédio pra alma.
    Nos fazendo olhar para dentro e nós, possibilitando reflexões mais profundas.

    A escola tem realmente papel fundamental em buscar diminuir preconceitos e discriminação. Eu acredito que estamos caminhando, passos lentos, eu sei, mas as ações nas escolas estão sendo pautadas na diversidade, de modo as diferenças não sejam pasivas a discriminação.

    #12456

    Boa noite. A aula quatro foi de um “tapa na cara ” acerca de diversos assuntos e temas que uma grande parcela da população ainda insiste ignorar.
    Permitem-me um adendo pessoal sobre respeito, sou gay e sofri demais no ensino básico, pois estudei em uma época que existia um tabu ainda mais forte sobre essas questões no ambiente escolar. Gostei muito do esclarecimento da palavra “tolerância” que é muito rasa quando se trata das relações interpessoais dos atores distintos de uma sociedade. Tolerância remete a eu “te aceito”, porém apenas por uma convenção tácita ou formal de regras
    O respeito é uma relação amistosa, orgânica e construída com base em diversas reflexões, ensaios, confiabilidade e acima de tudo muito discernimento.

    #12489

    É muito triste o que aconteceu e que vem acontecendo no Brasil e no mundo , percebo que o amor e a tolerância vem se distanciando do ser humano a cada dia. O preconceito e a discriminação está ainda muito presente na humanidade, a prova disso são esses acontecimentos.
    Fala se tanto de empatia, solidariedade e amor ao próximo, mas o que vemos são ainda essas manifestações de ódio, desrespeito, humilhação, preconceito e discriminação.

    #12604

    Essa pandemia veio para reforçar e “escancarar” a desigualdade social existente no Brasil, que por muitas vezes foram mascaradas, escondidas, empurradas para longe (periferias), e não vistas. Nesse momento de tamanho sofrimento, dor, de privações financeiras dentre outras coisas, foi noticiado que três (03) milhões de brasileiros não possuem CPF, isso segundo o IBGE em 2015, portanto oficialmente não existiam. Pessoas que nunca foram vistas pelo poder publico, que pouco ou quase nada gozam de serviços que possuem direito por lei como a Educação.
    Fica difícil se sentir pertencente e/ ou valorizado por um Estado assim.

    #12613
    Natalia Ribas Costa
    Participante

    Realmente o tema dessa aula, foi incrível, é realmente um privilégio participar desse curso, nesse momento no qual estamos vivendo, onde o medo toma conta das nossas vidas, o curso é como um refrigério para nossos corações. Nos mostra também a importancia da escola e seu fundamental papel para conseguir acabar com a discriminação, estamos muito longe de acabar com a descriminação mas sempre bom iniciar de algum lado, e não existe lugar melhor pra começar do que a escola

    #12661

    Bastante atual sim, Rogê e demais colegas, o tema desta quarta aula, qual destacou para mim a importância da escola ser justa e ter um olhar para a diversidade. Assim como mencionado, as situações de preconceito e discriminação que acontecem na sociedade, tendem a ser reproduzidas dentro da escola. No entanto, tais situações uma vez naturalizadas, não deveriam passar como “banais” ou como “mimimi”. É preciso, portanto, coragem e vigilância para as mudanças que o momento exige e para as nossas próprias contradições – desde os detalhes das ações na unidade, dos pequenos atos e falas, permeando nosso planejamento até chegar no PPP. Será que estamos atentos às escolhas pedagógicas que fazemos na escola? Será que estamos de fato olhando para as minorias e para os grupos invisibilizados? Será que estamos nos mantendo no paradigma do respeito, sem humilhações ou estereótipos, percebendo o outro de forma acolhedora, ao invés de reproduzirmos discriminações? Como eu disse, a vigilância é de todos, e me incluo nas perguntas acima.
    Também compreendo a dúvida da colega a respeito da não comemoração de dia das mães, bem como a dificuldade que temos na retirada desta data do nosso calendário, mas achei muito pertinente que fosse trazido no vídeo este debate, uma vez que no meu entendimento a permanência de tais datas, geralmente descontextualizados do PPP e muito relacionadas ora ao comércio ora a uma única religião, podem não estar contribuindo para que tenhamos um olhar profundo e verdadeiro sobre as minorias, que sofrem sim com o que é reproduzido ali. Penso que quando não consideramos o sofrer do outro por ser ele o “diferente”, não estamos tendo um olhar que vise realmente o direito à diferença. Dessa forma, penso que seja possível homenagear e estar com as pessoas queridas das famílias de muitas formas e em diversos momentos ao longo do ano

    #12663

    Infelizmente, olho para a escola como um ambiente cruel para muitos. É comum ver que crianças negras, de diferentes etnias, o mais tímido, o mais gordinho, o mais levado, o mais muitas coisas sofrem no processo de escolarização. Sejam os próprios colegas de sala ou até mesmo os seus professores que causam essas dores. Supervalorizam algumas crianças e deixam a margem outras, isso quando não humilham e colocam em situação vexatória. E não estou falando da escola dos anos 90, mas sim da escola atual, que podem muitas vezes explicitar em seu PPP que atuam contra qualquer tipo de discriminação, quando isso nem sai do papel. Por vezes, essa relação de oprimido e opressor ocorrem desde a relação da gestão com os demais funcionários, bem como na relação professor/criança. Portanto, quando refletir na atividade 3 sobre como estão as crianças em tempo de pandemia, penso que as crianças que sofrem diferentes tipos de rejeição no ambiente escolar, estão nesse momento, mais seguros em seus lares, podendo conviver com pessoas que enxergam realmente seus potenciais e distantes daquelas que a mensuram e comparam com padrões, determinando que elas não estão a altura, ou nem as enxergam na sua genialidade.

    #12666
    Carlos José de Brito
    Participante

    Em plena pandemia por conta da Covid 19,nos deparamos com uma realidade em que persiste a discriminação,o que nos leva necessariamente à reflexão a respeito das faces assumidas pela desigualdade nas diversas organizações sociais, seja na escola, na família e/ou no trabalho. O tema desta riquíssima aula é amplo e complexo, para tanto requer conhecimento, haja vista que muitas vezes somos produtos e produtores das relações sociais vigentes. E a escola tem necessariamente o seu papel, atuando como espaço sociocultural e de convivência na construção da igualdade, na valorização da diversidade,no respeito aos direitos fundamentais dos cidadãos,seja pelos aspectos culturais,étnicos,raciais,sexuais, econômicos e físicos.Uma das maneiras de se contribuir positivamente para minimizar as diversas formas de preconceito e discriminação no ambiente escolar, por meio do conhecimento e da segurança, é estudando sobre as questões presentes na realidade,no intuito de debatê-las com relevância,a partir de uma perspectiva crítica que leve a um posicionamento não preconceituoso,engajando os alunos no mundo dessas diferenças,pois na sala de aula bem como em toda comunidade escolar há inúmeras culturas e que requerem do professor e de todos atores da equipe escolar um olhar diferenciado quanto a diversidade existente.

    #12671
    Celinha Celinha
    Moderador

    Irene nos traz a polêmica questão de comemorações dentro do espaço escolar. Em especial as comemorações de datas familiares e religiosas. Esta é, como dissemos, uma questão sempre polêmica e a legislação não dá conta de acolher todas as impressões, conceitos, afinidades e credos em relação às datas. O importante seria falar da data e não comemorar. Existe uma diferença nas duas ações: quando a escola “fala” da data, traz para discussão, comenta, enfim… não faz de conta que ela não existe, apenas está cumprindo seu papel de discutir todas as ações que estão no mundo. Outra situação é de comemorar, pois aí sim existe sempre um grupo que não será contemplado ou que pode se sentir mais isolado. Tenho dúvidas se esta solução seja excelente e resolve todas as polêmicas. É apenas uma indicação. Porque mesmo nas unidades e com os grupos que resolvem comemorar ou não, tudo dependerá da maneira como é feito. Pode ser acolhedor ou não. Pode ser invasivo ou não. Importante criar laços e afetos independente de datas que nascem, geralmente, do comércio. Mas reconheço a dificuldade em se estabelecer novas maneiras de se tratar estas atividades que eram comuns, esperadas e desejadas como diz a Irene. Será que ajudei?

    #12968
    Rogê Carnaval
    Moderador

    Oi cursistas!

    Interessante como a questão do COVID-19 tem aparecido de forma bastante contundente nessa discussão sobre discriminação, hein? Acho muito revelador que essa questão se sobressaiam meio a tantas formas de preconceito e discriminação existentes. Percebo que todas as formas de discriminação foram mencionadas, algumas mais, algumas menos.

    Mas é latente que a questão da pandemia nos fez enxergar algo tão crucial de forma muito mais clarividente: as discriminações são resultado das desigualdades, muitas vezes, ou de uma diversidade, que nem sempre é valorizada. E ainda: as discriminações por vezes produzem as desigualdades. é um processo dialético, e muito impactante na vida de quem é discriminado.

    E o contexto de pandemia desnudou de forma nua e crua as diversas desigualdades que permeiam a nossa sociedade… Botando a gente pra pensar: até quando poderemos conviver com tantas e tão profundas desigualdades? Passou da hora, não é mesmo?

    Sigamos com tão boas reflexões!
    abraços
    Rogê

    #12993

    Rogê, Boa tarde! De fato, não nascemos racistas, nós tornamos.Atuo na ed.infantil e pouco vi atitudes racistas por parte dos “pequenos ” é quando ocorreu foi percetível que era reflexo de casa. No U.E onde atuo propomos vivências antirracista em nosso território, para que assim desde pequenas as crianças exercitam sua cidadania. Valorizar a cor da pele, os tipos diferentes de cabelos, a escolha de brinquedos,vídeos, desenhos, brincadeiras que contemplem diferentes etnias,ampliação da contaçao de histórias em que o personagem central/herói seja negro, índio, tenha alguma necessidade especial… Atentar ao cuidado com falas racistas, pois desde pequenos as crianças já percebem essas falas, evitar a expressão “lápis cor da pele”…enfim… repensar nosso prática , pois tbm somos responsáveis em educar uma sociedade que respeite o outro.

    #13091

    Sabe, precisamos refletir o tempo todo, sobre tudo. Ano passado conseguimos ampliar mais a questão de outras culturas na escola. Tivemos uma biblioteca onde os alunos tinham liberdade para escolher o livro lido no dia e ali haviam muitas histórias da cultura africana e indígena e como foi legal esse trabalho.
    Além de muitas crianças se identificarem, gostaram muito de conhecer sobre as outras culturas e pudemos fazer lindas atividades e projetos.
    Se o mundo traz a discriminação, temos que levar as crianças a entender o respeito, carinho, aceitar as diferenças e resolver conflitos que podem surgir, de forma harmoniosa e respeitosa.

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