COMENTÁRIOS DA FORMADORA – GUNGA CASTRO

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  • #12880

    Não é à toa que nosso curso se encerra com o tema das práticas democráticas na escola. Todas os assuntos discutidos nas aulas anteriores nos apresentam subsídios, ideias e princípios cruciais para se pensar na democracia, sobretudo quando se trata de sustentar este valor tão caro para nós dentro do espaço escolar.
    A democracia, como sabemos, nunca está totalmente consolidada em uma sociedade. Mais do que conquistá-la, é preciso sustentá-la a cada dia e ampliar as práticas que a legitimam sempre. Um estado, assim como uma escola, não se mantem assim sem que a ideia da democracia esteja sempre em pauta, e alguns princípios como a igualdade de oportunidades, a participação de todos nas decisões, a garantia (e ampliação) de direitos, e a presença da diversidade, entre outros, sejam discutidos em todas as oportunidades. Assim, talvez seja bastante difícil definir o que é uma escola democrática, mas é bastante possível implementar e sustentar estas práticas e princípios na vida escolar.
    Alguns de vocês abordam a questão da assembleia na escola. Sem dúvida, trata-se de uma forma (a depender do modo como é encaminhada na escola) democrática de tomada de decisões, mas não é o bastante para legitimar a democracia na escola, assim como outras práticas isoladas. A presença da democracia na escola se revela de forma muito clara no clima escolar: como são as relação entre os diferentes sujeitos da escola? Existem espaços de diálogo e escuta permanentes e abertos? Como são encaminhados os conflitos dentro da escola? Todos contam com a possibilidade de se expressar e viver a partir de suas próprias ideias, convicções, crenças e modo de ser escolhas? A igualdade de direitos e representa na escola um valor, caracterizando uma situação de equidade, onde, ainda que todos sejam diferentes, possam ter as mesmas oportunidades? Todos os alunos são bem vindos na escola, independentemente de qualquer condição? A diversidade é mesmo valorizada no espaço escolar? Podemos considerar estes pontos de atenção como alguns dos importantes indicadores que podem orientar nossas práticas e reflexões.
    O vídeo apresentado “O Dia em que Dorival Encarou a Guarda” também trouxe várias questões para este fórum, que merecem uma discussão continuada por aqui. Um dos temas comentados foi a autoridade. Parece que fica bastante claro neste episódio, a diferença que existe entre uma autoridade legitimada e aquela simplesmente constituída. Os questionamentos e reivindicações de Dorival vão, a cada cena, revelando de forma brutal, uma estrutura construída a partir de normas e regras destituídas de qualquer sentido e justificativa. “É assim, por que sim”, “É assim por que sempre foi assim”… estas e outras e outras frases vão surgindo nas cenas e arrancando de Dorival sua humanidade e sua dignidade a cada palavra e cada ato violento dirigido a ele. Ali, não é preciso e nem permitido entender as regras e as normas, basta obedecê-las, ainda que o impeçam de direitos tão básicos, como um banho. Como relacionar estas questões como o dia a dia da escola? E com a ideia da escola democrática? Ficam aqui estas propostas de reflexão, sem as quais, nossas escolas não se aproximarão da democracia.
    Obrigada pela participação de todos.

    #14016

    No fórum da primeira aula escrevi que a escola em que trabalho estava estudando desde o ano passado a implementação de assembleias. Identifico na escola várias práticas, estudos e discussões que apontam o desejo da escola em ser um ambiente democrático. Porém, após as aulas do curso, comecei a pensar que antes da implementação das assembleias seria importante uma discussão mais aprofundada sobre respeito, escuta e conflito, por exemplo. Não apenas entre os professores, mas também com alunos e demais sujeitos da escola e da comunidade, Precisamos exercitar mais o diálogo, para aprender a falar e a escutar em situação mais “simples” do que em uma assembleia. Mas também temos que ter consciência que dificilmente estaremos totalmente preparados para uma assembléia antes de começarmos com tal prática.

    #14051

    Boa noite!
    Achei totalmente pertinente o vídeo de Dorival. Atualmente, leciono na Educação Infantil e após assistir ao vídeo muitas reflexões vieram a minha mente sobre as relações entre os adultos na escola, sobre os moldes enraizados como a organização de filas para a locomoção das crianças, dentre tantas outras. Se a escola é tida como um espaço democrático e de direito, por que que as regras não são organizadas por todos os que dela se utilizam? Por que não revê-las constantemente? Afinal a sociedade está em constante movimento e enquanto escola devemos acompanhar esse processo e não estacionar no passado.

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