COMENTÁRIOS DA EQUIPE FORMADORA – GUNGA CASTRO

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    Olá, cursistas,
    E a conversa não para nunca… Na verdade, o fato de termos sempre muitas questões a fazer, ideias a compartilhar e discussões a enfrentar é uma das coisas que mais nos ajuda na tarefa de educar, e educar a partir dos pressupostos da Educação em Direitos Humanos. Sim, na medida em que sustentamos a circulação de temas tão importantes quanto os que têm sido abordados aqui, contribuímos para que os valores que defendemos estejam sempre em pauta.
    Antes de tudo, respondo uma dúvida colocada aqui a respeito do tempo estimado para realizar cada uma das aulas. Na verdade, estimamos uma média de 3 horas, mas não há como (e nem é nossa intenção) controlar o tempo que cada um de vocês dispende para realizar as propostas, fazer as leituras e assistir aos vídeos. O importante é que as ideias encontradas aqui encontrem um lugar na prática educadora de todos. Algo parecido podemos dizer a respeito das tarefas: sim, a entrega é obrigatória, e as orientações estão todas no espaço dedicado a ela aqui no Portal. Se, por um lado, haverá um controle das entregas, por outro, não seria interessante uma “correção” das produções, Podemos dizer que elas cumprem um papel de importante subsídio que nos oferecem acesso e conhecimento das reflexões de todos vocês, contribuindo também com os planejamentos de nossas próximas ações.
    Uma questão bastante comum neste fórum, gira em torno da ideia de que para usufruir dos Direitos Humanos, basta ser humano. Nós somos sujeitos de direito, única e exclusivamente porque somos humanos, ainda que isso possa parecer estranho para alguns. Nossas ações e atitudes, muitas vezes injustas, violentas e até criminosas geram efeitos, pelos quais é importante que nos responsabilizemos e, em algumas situações, são julgados e podem ter consequências como a privação de liberdade, de pagamento de multas etc. Entretanto, diferente do que somos levados pensar nos casos extremos, estas situações não nos tiram a condição de humanos e, sendo assim, não nos priva (ou não deveria nos privar) de nenhum direito. O púnico dos direitos que pode ser perdido temporariamente, é o de ir e vir, nos casos de condenação à prisão.
    Outra questão: qual a relação entre Direitos Humanos e a Mediação de Conflitos? Bem, se a gente pensar que os Direitos Humanos precisam garantir a dignidades das pessoas, já temos aí uma situação: mediar, escutar, permitir circulação da palavra e das ideias, e considerar tudo isso, é sustentar no outro, a condição de humano e digno, pleno de direitos. Ouvir sem julgar também é outro princípio que encontra um respaldo importante nestes direitos. Podemos dizer também que considerar que, independentemente do que tenha feito, todo sujeito tem direito de expressar suas ideias e, quando necessário, defender-se, argumentar, também é uma posição que encontra eco no rol dos direitos. Muitas vezes, estes princípios podem nos servir como critérios nas situações de conflito que enfrentamos na escola.
    Sim, colegas, A Educação em Direitos Humanos acontece quando vivemos os Direitos Humanos, nunca é demais lembrar disso. Ainda que seja uma missão muito difícil, sempre demandando uma sustentação, é fundamental insistir nestas ideias e nas iniciativas que levamos à frente nas escolas, ais como: como contemplar estes direitos em nossos PPPs, fazer com que a participação de todos nos Conselhos e outras instâncias de representação da escola seja garantida, incentivar a formação dos Grêmios independentes, etc. Na verdade, como nos ensina a professora Maria Victoria, a Educação em Direitos Humanos é uma ação de formação contínua, não é mesmo?
    Não deixem de compartilhar as ideias conosco.
    Obrigada!

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