COMENTÁRIOS DA EQUIPE FORMADORA – GUNGA CASTRO

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    Aula 1
    A atuação dos membros das Comissões de Mediação de Conflitos tem sido um tema recorrente por aqui. Primeiramente, vale destacar a importância desta Comissão em cada uma das escolas, e a responsabilidade de cada um dos componentes destas equipes. Na verdade, não existe uma forma correta, já definida, que paute as ações a serem desencadeadas neste contexto, mas podemos, logicamente, discutir alguns aspectos que podem nos ajudar um tanto. Diferente do que se pode pensar, as Comissões não têm como missão resolver ou encontrar uma solução para as situações de conflito que surgem no espaço escolar. Fosse assim não bastaria uma vida inteira para isso. Não se trata de um grupo de pessoas para o qual deve-se dirigir os atores de uma briga, uma discussão e até mesmo uma situação violenta. Trata-se, isso sim, de um grupo de educadores que cuida para que os conflitos (inerentes a qualquer espaço onde exista mais de uma pessoa) possam ser discutidos, conversados e vividos de forma ética, pacífica e justa. Gosto de dizer que os membros destas comissões cumprem papel de “guardiões do respeito” no espaço escolar. Ou seja: um grupo que tenta fazer com que a ideia do respeito mútuo esteja presente e seja soberana em todas as relações travadas na escola. Obviamente, este é um trabalho que não pode ser levado à frente apenas por uma pequena quantidade de pessoas, e sim por um número cada vez maior de atores da vida escolar, de todos os setores: alunos, professores, funcionários não docentes, familiares, adultos responsáveis, rede de proteção, etc. Assim, as Comissões podem atuar como pessoas de referência para lidar com a mediação (que está longe de significar resolução) dos conflitos, mas é importante que as ideias do respeito, da justiça, do diálogo e da escuta estejam cada vez mais presentes na escola. Se, por um lado, é importante que se organize e crie espaços e tempos de diálogo, escuta e mediação, por outro, sabemos também que é possível que estas ações tenham espaço em todos os momento em que isso se fizer necessário: conversas na sala de professores, no portão da escola, na sala de gestão, e, claro, nas próprias salas de aula. O clima escolar é responsabilidade de todos e as iniciativas para potencializar o bem estar e o convívio da comunidade não podem se limitar a espaços e tempos pré estabelecidos.
    Nossa parceira Ana Catão nos oferece um texto bastante rico e esclarecedor sobre este assunto. Vale a pena conhecer:

    Mediação de Conflitos: pra começo de conversa


    Espero ter contribuído com as reflexões e tenho certeza de que vamos ainda falar muito sobre isso.

    #14214

    Um texto esclarecedor! É inviável que um grupo pequeno atue na mediação de conflitos desvinculado dos demais membros da escola e permaneça “apagando incendios” no dia a dia. Obrigada pela dica Gunga.

    #14857
    Alexsandra Gonçalves
    Participante

    O material é incrível e recheado de reflexões. Levo comigo reflexões que serão mediadas no horários coletivos com os professores na escola. Momentos esses, fundamentais para romper com muitas posturas equivocadas que infelizmente ainda vemos e sentimos no chão da escola.

    #15575
    Tiemi Okimura Kerr
    Participante

    TRabalhei desde 2006 na rede estadual, onde havia uma mediadora que conversava com os “alunos problemas” da escola. Em 2017 exonerei do Estado para ingressar na EMEF DEs. Amorim Lima, que tem um projeto diferenciado na rede municipal e não possuía uma comissão de mediação de conflitos, todos os professores resolviam os assuntos de seus tutorandos. Neste ano, me removi para a EMEF Educandario Dom Duarte, onde me inscrevi para a comissão. Sinceramente, achei que minha função fosse a de resolver os conflitos entre os alunos, mas nesse curso percebi que as metas são muito mais amplas, objetiva-se uma reflexão em toda a escola sobre o respeito, diálogo, escuta, entre tantos outros valores que otimizam a educação em direitos humanos.
    Sou muito grata pela oportunidade de tanto aprendizado!

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