COMENTÁRIO EQUIPE FORMADORA

Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • Autor
    Posts
  • #13186
    Celinha Celinha
    Moderador

    Olá a todes Cursistas!

    Espero que estejam bem.

    Farei um comentário utilizando o texto de um cursiste que travou um diálogo muito bom com a aula 1.
    Fiz anotações dialogando com ele, espero ter ficado claro para os leitores.
    “Primeiramente gostaria de agradecer o belo material desse primeiro tópico. O texto da Benevides era tudo que eu gostaria de escrever sobre direitos humanos e educação. Há anos busco me aprofundar nesse tema por acreditar que muitas vezes a escola como instituição falha na promoção de valores ligados aos direitos humanos”
    Celinha: Sim, cursiste: Maria Vitória Benevides é uma referência para nós e vale a pena ler de novo, e de novo e de novo. A Escola ainda está se descobrindo como promotora de Direitos Humanos até porque as questões são cada vez mais complexas e necessitam cada vez de novos olhares e vozes. Existem velhos dilemas e novos dilemas. Nome social, por exemplo é um novo dilema, nova questão. A vulnerabilidade é, tragicamente, uma velha questão. E assim temos a Escola lidando com velhos e novos problemas sociais que necessitam de estudo e compromisso de todos não só para entender, mas buscar soluções e arranjos bons para todos.
    “Nesse ponto considero esse módulo fundamental, pois me organizou como professor e educador e me enfatizou a crenças de que o Direitos Humanos só são efetivos se for para além das aulas,ou seja, ter o caráter permanente, contínuo e expandir para todos os setores da escola e para a comunidade escolar. Sabemos o desafio que isso é, a rede municipal de São Paulo felizmente é uma rede que sempre promoveu e valorizou a democracia independente de quem esteja no poder, isso dá a ela um caráter para muitos de “assistencialismo” ou de “passar a mão na cabeça”, mas muito pelo contrário, essa rede busca enxergar o jovem e o adolescente como sujeito de direitos e sabemos que esse quando não respeitado seus direitos fundamentais fora da escola, como o acesso a uma moradia digna, saúde, saneamento básico vai enxerga a instituição escola como um braço dessa falta de zelo do Estado como um todo. Ajudar esse sujeito, garantir seus direitos, mostrar que a educação vai além do conteúdo, do mero civismo e da exclusão, é colocar a escola como defensora dos direitos humanos e como parte de uma porta voz histórica desses valores que foram construídos com muito sangue e pessoas sacrificadas pelas mais diversas causas”
    Celinha: Saliento aqui a palavra Assistencialismo usado pelo cursiste. Existem muitos críticos às ações da Secretaria que seriam chamadas de assistencialista, mas nosso educador colocou muito bem: ENXERGAR O JOVEM COMO SUJEITO DE DIERITO! Também lembrar que estas ações são sempre fruto de lutas sociais, como vagas em creche, distribuição de merenda de qualidade, uniformes e outros mais. É uma conquista que não se pode perder. Ao contrário: lutar pela garantia de outras mais que tornem o cotidiano escolar cada vez mais prazeroso e saudável e crie condições para os estudantes levarem adiante seus estudos e sonhos.

    “Repito, não é fácil, mas se queremos um país com ética, democracia fortalecida e o fim de suas mazelas como a desigualdade e a alta vulnerabilidade que vive grande parte da população, só nos resta acreditar nos direitos humanos e compreender em sua amplitude. Sem dúvidas foi esse fator que me trouxe até esse curso e meu respeito total ao nome que o instituto leva”
    Celinha: Vladimir Herzog, presente!!!.

Visualizando 1 post (de 1 do total)
  • O fórum ‘Aula 1 – Direitos Humanos e Educação em Direitos Humanos’ está fechado para novos tópicos e respostas.