COMENTÁRIO EQUIPE FORMADORA

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  • #12687
    Celinha Celinha
    Moderador

    Estimados cursistas todes!
    Cursistas adentrando agora na Aula 6 e já temos vários comentários animados com os vídeos, os textos e principalmente o desafio de praticar democracia na escola e fora dela.
    Muitos comentaram o vídeo do prof. José Sérgio e o escolhemos justamente porque evidencia a dificuldade de um consenso acerca da palavra Democracia.
    Antes de bradar seu nome, é preciso pensar sobre o que de fato se propõe uma experiência democrática.
    Justamente na última semana, vivemos dias confusos em relação a democracia, não é mesmo?
    Grupos com pensamentos e atitudes absolutamente distintos e praticamente irreconciliáveis têm saído às ruas e acreditam, ambos, detentores da Democracia e Liberdade de Expressão.
    Certamente ambos possuem maneiras bem diversas de entender e exercer democracia. Para dificultar ainda mais, tudo isso faz parte do chamado “jogo democrático”. Complexo por demais.
    E por se tratar de um conceito vivo e coletivo, não adianta muito dizer o que é, mas vivenciar.
    Entender como o conceito se acomoda e se manifesta em nossas ações diárias. Certamente chegaremos mais facilmente às NÃO definições. Talvez seja mais fácil dizer ISTO NÃO É democracia, quando assistimos a violência e descaso cotidiano do governo federal com a pandemia, por exemplo.
    A escola precisa falar de regras e precisa delas para existir como coletivo, daí levarmos em conta também os documentos que precisam ser discutidos em coletivos cada vez mais organizados: temos o Regimento Escolar e o PPP e os diversos fóruns e canais de participação, como Conselhos, CRECE, Grêmios e APMs. Participar destas instâncias fortalece o grupo e permite vivenciar a difícil tomada de decisões que permeia a vida em coletividade.
    Aprender e exercitar a política na escola contribui enormemente para a vida política fora da escola.
    A participação de alunos, pais, funcionários nestas instâncias é um direito a ser assegurado pela gestão e também um convite ao prazer da democracia, a alegria da vida política. Esta característica mais afetiva precisa ser lembrada também. É bom demais participar das decisões, é um compromisso com todos. Não existe democracia sem a ideia de solidariedade e compromisso com o outro.
    A própria Comissão de Mediação de Conflitos nos lembra desse compromisso de escuta e participação e em seu texto base afirma que a construção de uma escola democrática não pode jamais ser abandonada, é uma construção intransigente.
    Encerrando este breve comentário, indico este pequeno vídeo gravado com um avô para a Campanha Democracia na Escola. Vale a pena ouvir o Senhor João.

    Saudações! Cuidem-se muito!

    #12716

    “Muita gente só critica e nem conhece ” Que sabedoria deste avô em ser participante da escola na escuta e observação do espaço.Na fala dele fica a dica de que necessário e imprescindível é conhecermos, sim, nada fácil trajeto, mas, nós, enquanto educadoras e educadores mais temos sim o dever de conhecermos as políticas públicas de nossos espaços, os anseios da comunidade e, a partir do elo entre um e outro erguermos os alicerces das práticas democráticas.O dia em que as palavras se tornarem vivas será um ápice mas talvez isso seja só uma utopia, contudo, o necessário é trabalharmos dia a dia para aproximarmos os discursos das práticas.

    #12819

    O dialogo entre a comunidade e a escola trazem benefícios a todos, as decisões e ações conjuntas promovem a democracia no âmbito escolar.

    #12891

    Nós educadores, temos que tentar conhecer o nosso entorno, as necessidades da comunidade em que nossa U.E está inserida. Vejam o exemplo do avô participativo, essa ação dele estar proximo a escola, com certeza torna o processo educacional de seus netos mais fluido e natural.

    #13113
    Alexandra Gomes Mota
    Participante

    Prezados e prezadas!
    Quanto enfraquecimento seguido de reflexões nessa aula.
    O vídeo em que a Crislei, faz uma introdução sobre conceito de democracia, e nos pergunta: vimemos em.yma democracia? O comentário acima ou o vídeo do Roger, responde o tanto de rupturas há desde então a chamada república nova.

    A crise política hoje, como diz Roger não é novidade! Acrescentando a fala dele, ainda ouso a dizer. Na esfera escolar, nós professores e professoras somos exemplos para as crianças, jovens e aduadultos, que por sua vez, tem pensamentos diferentes e que vão até contra a democracia, influenciando assim, seus pares. E infelizmentw um trabalho onde possa ser inserido valores, solidariedade, escuta, voz e vez aos que fazem a escola, inclusive a comunidade, entra em deficiência.

    #13114
    Alexandra Gomes Mota
    Participante

    … acima, Quanto enrriquecimento quis dizer.

    #13117
    Alexandra Gomes Mota
    Participante

    É louvável apreciar o gosto que o sr João tem em poder participar da escola, nem que seu goato maior seja escutar em vez de atuar como protaginista. Porém, é comumm e sabemos como é desafiador para a escola encontrar paraceria das famílias e participação destas, em seus diferentes colegiados. Como também sabemos, que já ouvimos no ambiente escolar, “ah aquele pai não, outra vez, gente convidem a mãe de ciclano ela é boazinha, Nao reclama de nada e etc” ou seja, uma dicotomia existe aí quando se pede a participação das famílias e ao mesmo tempo selecionam as que participarão. Eu participo de CRECE e de uma média 300,00 professores, dois pais, um é aluno da EJA da REDE e outro membro do Conselho Tutelar.

    #13180

    Achei interessante alguns pontos que me fizeram refletir e analisar mais criticamente, entre eles:

    A democracia do Brasil sempre foi um lamentável mal-entendido;

    Que a democracia é um regime do conflito e do dissenso;

    Que a democracia está sempre em disputa:

    E que não existe uma massa unificada de dentro de um regime democrático.

    #13223

    Olá a todos!
    Bom, primeiramente quando nos foram colocadas as questões sobre a Democracia pela tutora Crislei me vieram à mente as palavras equidade, igualdade, respeito. Já, sobre se nós vivemos uma democracia, esta é uma questão que penso todos os dias e as respostas, particularmente, não são conclusivas. Sobre a reflexão proposta mediante o curta metragem; de onde vem as regras, após assisti-lo cheguei a conclusão de que as regras surgem de interesses de determinados grupos ou pessoas, podem servir para harmonia ou não. É preciso refletir constantemente sobre as regras “estabelecidas”; por que foram criadas, o que podem acarretar, por que devo ou devemos respeita-las, devo cumpri-las, quais as consequências, é possível reformula-las, como, etc. Acredito que a escola assume o papel de oferecer essa reflexão; pensar sobre as regras, produzi-las com as crianças, funcionários da escola e comunidade escolar. É preciso romper com a cegueira em apenas obedecer e reproduzir as regras e passarmos a construi-las e pensar junto. Essa construção, no caso da escola, deve ocorrer em todos os tempos e espaços e não somente nas assembléias; que também têm sua grande importância.
    Abraços!

    #13225

    Continuando, sobre o relato do Sr. João, sábias palavras. O que mais me chamou a atenção foi o fato de ele dizer que gosta de escutar as pessoas falarem, algo raro atualmente. A escola é um espaço social onde a Democracia deve estar presente, sendo construída e re-construída por todos (crianças, funcionários, familiares, entorno), deve-se fundamentar nos princípios da igualdade e equidade de direitos, respeito e demais estabelecidos pela Constituição.

    #13227

    Bom dia a Todos!
    Como é bom ouvir o Sr. João! Amo ouvir os idosos, suas histórias de vida é cativante!
    Democracia na Escola é algo que buscamos constantemente, mas nem sempre isso acontece como gostaríamos, mas não devemos desistir e vamos a luta começar a demonstrar a democracia nos gestos mais simples, por exemplo, parar de falar “não” pra tudo que o aluno pede em sala de aula. Sim, já começa aí, por que o aluno só pode ir ao banheiro no intervalo, por que o aluno não pode sentar onde ele quer, por que o aluno da educação infantil não pode escolher o que vai se servir pra comer, por que ele tem que fazer a atividade que ele não quer fazer no momento e etc etc. Precisamos sim mostrar ao aluno quais as consequências que trarão os seus atos, fazê-lo pensar em quais são suas alternativas, e deixar que faça a escolha, precisamos refletir em quanto desgaste estaríamos sendo poupados.
    Abraços

    #13374
    Neuli Maria Tenório
    Participante

    Democracia, como já dito, é buscado muitas vezes, no entanto, nós educadores por vezes nos sentimos desmotivados pelo fato de termos tão pouco (dependendo da escola e da comunidade), este retorno da comunidade para dentro da escola, visto que é necessário criar mecanismos para garantir que aquilo que se espera realmente aconteça.

    #13396
    Natalia Ribas Costa
    Participante

    A construção de uma educação democrática exige práticas que promovam o diálogo, a escuta, a autonomia, o protagonismo do aluno, a troca de experiências, o compartilhamento de decisões, enfim, práticas que superem as relações hierárquicas, centralizadoras e autoritárias ainda presentes em muitas escolas atualmente, precisamos de um conselho de escola efetivo e praticante, ouvir a comunidade e todos que fazem parte de todo o processo de crescimento

    #13410
    Rogê Carnaval
    Moderador

    Olá cursistas!

    A colocação da Natalia é extremamente oportuna!

    Tomo a oportunidade de transcreve-la:

    “A construção de uma educação democrática exige práticas que promovam o diálogo, a escuta, a autonomia, o protagonismo do aluno, a troca de experiências, o compartilhamento de decisões, enfim, práticas que superem as relações hierárquicas, centralizadoras e autoritárias ainda presentes em muitas escolas atualmente, precisamos de um conselho de escola efetivo e praticante, ouvir a comunidade e todos que fazem parte de todo o processo de crescimento”

    Diálogo, escuta, autonomia são as palavras-chave da reflexão!

    Boas colocações, pessoal!

    um abraço
    Rogê

    #13423

    Esta aula realmente me fez refletir, quantas vezes aceitamos ordens sem nem saber como? por quê? quem? e tantas outras perguntas deveríamos fazer, antes de as obedecer. Quantas questões pra refletir, pra melhorar, outras muitas sem respostas. Este momento que vemos tantas coisas esquisitas que se dizem “democracia”, desrespeito ao outro. Momento difícil e complexo. Basta-nos querer arregaçar as mangas e por em prática tanto aprendizado. Bora trabalhar tudo isso e fortalecer estas crianças que serão futuros representantes do povo. Então que estejam preparados e saibam escolher porque realmente vivenciaram e sabem escolher.

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