Aula 3 (parte 4) – MAPEAMENTO E PANDEMIA

Homepage Fóruns Assuntos Gerais Aula 3 – Mapeamento Aula 3 (parte 4) – MAPEAMENTO E PANDEMIA

Visualizando 11 posts - 1 até 11 (de 11 do total)
  • Autor
    Posts
  • #12341

    Usando a Unidade Escolar que trabalho e as Unidades em meu entorno que conheço, digo que tudo aconteceu muito rápido, embora os governos de São Paulo estadual e municipal tenham, como estratégia colocado férias ou recesso no inicio da quarentena das aulas, talvez como uma forma de ganhar tempo para se organizarem, acredito que ainda assim tudo aconteceu muito rápido. As UEs não utilizaram, pelo menos no começo, os equipamentos disponíveis no seu entorno para auxilio na divulgação da entrega dos materiais pedagógicos, na entrega de mantimentos ou cartões que possibilitam a compra destes. Mas com o passar do tempo acredito que essas parcerias estão sendo naturalmente feitas a partir dos mapeamentos feitos pelas escolas.

    #12417

    Bom dia, refletindo sobre o tema: mapeamento, percebi que utilizava mais o termo levantamento, mas com certeza mapear é abrangente, vem depois.
    Concordo com o que a Tânia coloca. Mesmo a escola se mantendo aberta, em horário reduzido e contatos telefônicos e via rede social, ainda existem muitos distanciamentos. Não conseguimos conciliar a velocidade da necessidade de isolamento, com as novidades tecnológicas e adaptação. Porém, devagar tudo começa a se encaixar, mas a preocupação com a volta é grande, assusta e carece, com certeza, de uma mapeamento.

    #12619

    Mapear é o grande norteador do trabalho humano, principalmente para colocar em prática aquilo que é de direito ao sujeito, muitas vezes me sinto surpreendida com o mapeamento realizado pelos governantes e instituições civis, por terem uma visão um tanto quanto alienada a nossa realidade na resolução de problemas que são reais e que precisam ser mapeados com urgência para fornecer dignidade a vida humana, todos os problemas possuem potencialidades para se saber aonde se pretende chegar com todo esse mapeamento

    #13434

    Pensando nas questões abordadas, a escola precisa muito usar dessa ferramenta de mapeamento, nos faz refletir a importância até para nos dar um norte de que como queremos uma escola e como queremos trabalhar, especialmente na educação infantil. E nesse momento de retomada precisa muito ser feita, para entender esse tempo que as famílias permaneceram em quarentena.

    #13443

    Mapeamento e Pandemia
    A escola como um espaço educativo, de construção de conhecimento e aprendizagem, principalmente através das interações, coletivamente, uma vez que a faixa-etária que atendemos (4 e 5 anos) e ocorreu até o momento da pandemia. Reinventar a relação ensino-aprendizagem, partiu da necessidade de discutir e refletir no coletivo docente e gestão sobre algumas questões: Qual o papel da escola? Como ser professor neste contexto? O que queremos garantir para todas as crianças e famílias? E o que não queremos que aconteça? Como vamos ouvir as famílias? Como ouvir as crianças? A partir de reuniões virtuais, a equipe discutiu e chegou a alguns pontos: O papel da escola é garantir o direito das crianças de brincar e aprender através das interações, logo, nossas propostas pedagógicas serão no sentido de ampliar as possibilidades de brincar junto com as pessoas que estão interagindo em casa; Como acreditamos que o professor não consegue interagir e fazer as mediações e intervenções pedagógicas online, uma vez que temos que respeitar que a criança não pode ficar exposta a telas por longos períodos, definimos que o papel do professor é dialogar com a família sobre a intenção das propostas pensadas; Definimos que para respeitar o direito de todas as crianças serem contempladas em nossas propostas teríamos o cuidado de propor a vivências possíveis de serem realizadas sem custo, aquisições; Definido que não queríamos fazer na educação infantil EAD ou transformar os responsáveis pelas crianças em Professores e que não nos tornaríamos professores virtuais foi mais fácil continuar caminhando.
    No segundo momento definimos que a coordenadora encaminharia com o grupo docente o material para comunicação com as famílias, enquanto que a direção encaminharia com a ajuda do quadro de apoio o contato com as famílias. Tratamos sobre como acessar as famílias e através de uma planilha telefonamos para as famílias perguntando como estavam, se possuíam acesso à internet, se possuía número de telefone, e-mail para comunicação com a escola, se haviam recebido o material da PMSP? Outro recurso foi acessar os condutores do transporte escolar para nos passar o contato whatsapp das famílias cujas crianças transportam, a fim de diminuir a demanda de ligações e agilizar o processo. Após este momento discutimos a viabilidade da comunicação via grupo de whatsapp, via lista de transmissão, observando a preservação dos dados pessoais das famílias e profissionais e com base no retorno do primeiro contato descartamos plataformas virtuais ou facebook. Criamos as listas de transmissão e iniciamos a comunicação com as famílias esclarecendo os canais de comunicação, a possibilidade de atendimento durante este período seguido do material construído pelo coletivo docente, incluindo toda a equipe (gestão, docentes, pessoas da limpeza, cozinha, quadro de apoio).
    A partir destas ações continuamos monitorando quem não estava recebendo as mensagens, as dificuldades encontradas e utilizando todos os meios possíveis para garantir a inclusão do maior número de pessoas conectadas com a escola.
    Para organização decidimos coletivamente os dias, horários de reuniões coletivas, quando reunir todos, quando reunir grupos por turno de trabalho ou por agrupamento incumbido de determinada tarefa, enfim, hoje já podemos visualizar uma estrutura de organização que tem se ritualizado.
    Para cuidar do grupo de profissionais, como um todo, fizemos parceria com uma profissional psicóloga e realizamos até o momento quatro rodas terapêuticas e com as famílias tentamos pelas plataformas virtuais um encontro entre crianças, professoras e gestão a fim de saber como estão, como estão recebendo nossas propostas, as dificuldades encontradas. Também realizamos contato telefônico com as famílias das crianças deficientes e com doenças crônicas para dialogar como estavam vivenciando este período de isolamento. Com as crianças realizamos uma entrevista, tendo o adulto da família como mediador, a fim de escutá-las e conhecer sua rotina e o que mais gostava e não gostava deste momento. Esse material nos possibilitou olhar para o planejamento das propostas que enviamos para as famílias.
    Já somos capazes de enquanto coletivo avaliar, pelo constante mapeamento, que não estamos atingindo todas as crianças. Este tempo de pandemia revelou o quanto não tínhamos contato com as tecnologias, sendo um grande desafio aprender o uso destas ferramentas; revela também a expectativa das famílias com relação a proposta pedagógica da escola e o quanto é preciso trabalhar que é direito da criança brincar; revela que a comunicação com a comunidade deve ir além do horário comercial e presencial; revela a vulnerabilidade das famílias que atendemos, pois muitas não tem acesso a internet, vivem do trabalho informal, possuem necessidade de apoio dos serviços sociais para as necessidades básicas de alimentação, porém não foram contempladas; a falha do cadúnico que garante para quem não precisa e não garante para quem realmente precisa; revela o quanto muitas mulheres são responsáveis pelo sustento da casa; o quanto a escola preenche o tempo das crianças e para muitos o único espaço, além da casa.

    #13570
    Celinha Celinha
    Moderador

    Agradeço imensamente à Margareth que relatou minuciosamente a experiência de sua escola. Aprendi muito lendo seu comentário! Vemos a preocupação e a solidariedade que permearam o trabalho. Isso diz muito sobre o coletivo da escola. Infelizmente, como vocês concluem, a pandemia deixou claro, evidente, cristalino o fosso social e econômico que se formou no nosso país. Não sabemos ainda como sairemos dessa terrível situação, mas ações como as que fizeram são um indicador potente: não podemos fingir que nada está acontecendo e tocar a vida para frente sem olhar para todos os lados, para todos os caminhantes. Só com coletivos fortes encontraremos soluções e caminhos menos violentos.

    Gratidão imensa pela participação!

    Saudações.

    #13615

    Dentro das unidades escolares utilizamos o mapeamento sempre, porém nem sempre conseguimos obter algo de mudança com esse mapeamentos.
    Em relação a pandemia é de extrema importância mapear o entorno da escola, com a ajuda da UBS e de contato direto de professores e alunos a minha unidade escolar conseguiu organizar entrega do material impresso para os alunos que não receberam pelo correio e de cestas básicas para famílias que estão necessitando.

    #13752

    O fechamento das unidades foi repentino nos pegando de surpresa, nossos governantes não fizeram nenhum planejamento antecipado apesar de terem conhecimento de que a pandemia nos atingiria em cheio. Porém correram para mídia a fim de anunciar que estavam distribuindo apostilas, cartões e cestas básicas. Porém na realidade do dia a dia escolar a situação é bem diferente até o momento nem todos receberam as apostilas, os cartões também além de não ser direito de todos os alunos, com relação a cestas básicas o que minha U.E. recebeu até o momento foi somente uma lista dos alunos que terão direito, novamente não atingindo toda a unidade. Porém nossa unidade não tem poupado esforços para manter contato com nossos alunos, estamos em parceria com os professores a fim de contata-los e mante-los informados sobre os benefícios. E ainda estamos fornecendo material complementar aos alunos que não receberam as apostilas em casa e também não retornaram para a unidade. Iniciamos um mapeamento com todos os alunos contatados pela unidade ou pelo professor, onde perguntamos sobre o recebimento da apostila, o acesso ao Google sala de aula, a disponibilidade de acesso a internet e etc…. a fim de tentarmos que alguma maneira realizar ações que possam ajuda-los a passar por esse momento novo e tão difícil.

    #13883

    Boa tarde!
    Mesmo tendo se passado mais de três meses de escolas fechadas devido à pandemia de Covid 19, muitos são os alunos que ainda não receberam o material de ensino a distância em suas casas: a maior parte deles não têm como fazer uso dos equipamentos necessários para conexão com o Google Sala de Aula e, nós professores tivemos que nos reinventarmos e adotar medidas outras que pudessem alcançar nossos alunos. Isso, sem falar nas necessidades reais de subsistência e higiene que nossos alunos encontram. Como comprar álccol gel e máscaras que devem ser tocadas a cada três horas?, como lavar as mãos inúmeras vezes, quando muitos sequer contam com saneamento básico nas comunidades em que moram?. Manter o distanciamento social onde moram várias pessoas em poucos cômodos?
    Agora precisaremos mapear situações e pensar numa possível volta às aulas, previstas para o início de setembro: limpeza, adequação de turmas, retomada do currículo, distanciamento social, manutenção da segurança de nossos alunos e de todos que pisam no chão da escola…
    Não será uma tarefa fácil!

    #13884

    Respondendo à pergunta feita na parte 4 da aula 3. Como a ideia de mapeamento ajudo nossa unidade escolar no momento da pandemia, primeiro realizamos um mapeamento através de um formulário do Google, postado na página do facebook , e através de ligações telefônicas. Para sabermos como nossa alunos e famílias estavam passando por esse momento. Com o mapeamento percebemos que muitas famílias estavam passando por dificuldade financeiras e assim começamos realizar ações de arrecadação de alimento e uma horta comunitária no espaço escolar. Onde algumas famílias ajudam com o trabalho e logo todos poderão usufruir de alimentos frescos. Outro mapeamento que realizamos foi em relação a comunicação. A princípio estavam nos comunicando com às famílias e crianças através da nossa página do Facebook, que já tinha sido criada há três anos. Percebemos que não tínhamos muito retorno das famílias através desta plataforma, e resolvemos criar um whatsupp business para realizar uma linha de transmissão, onde passando todos os comunicados. Novamente com necessidade de mapear as comunicações e o que às famílias estavam pensando, realizamos uma reunião online pelo Meet para escutar às famílias e todas suas dúvidas e ideias.

    #13898

    Como já escrito nas demais postagens sobre a importância e necessidade de fazer mapeamento nas escolas, é uma pena isso não ter sido usado como prática diária. No momento em que se instaurou o período da pandemia, nos vimos na condição de pessoas perdidas em como dar continuidade ao trabalho, uma vez que foi publicado portarias e Instruções normativas que orientavam para a continuidade da escola de forma remoto. Nos vimos sem chão, principalmente ao refletir sobre as famílias que atendemos, e pensamos qual a prioridade nesse momento para esse público? o que fazer primeiro? na urgência e na emergência, levantar endereços? telefones? quem precisa primeiro do alimento? quem tem acesso a internet? qual e quantos aparelhos? como e onde entregar os cadernos enviados pelo governo? Enfim, buscas incansáveis na tentativa de não deixar ninguém de fora, mesmo sabendo que não conseguiremos os 100%, mas o pensamento de comunidade de aprendizagem, não nos permitiu ficar esperando. De qualquer forma, se tivéssemos um mapeamento de local, contatos, feito previamente tudo seria mais fácil no atendimento dessas famílias. Fizemos um questionário e colocamos nas redes sociais da escola, porém sabemos que aqueles que não possuem algum equipamento eletrônico, não responderá, ou seja, consideramos como falha, como mais um momento de exclusão. Assim, considero depois de todo material oferecido nesse curso, que o mapeamento é fundamental para nossas conquistas mesmo na pandemia.

Visualizando 11 posts - 1 até 11 (de 11 do total)
  • O fórum ‘Aula 3 – Mapeamento’ está fechado para novos tópicos e respostas.