Responder a: COMENTÁRIO EQUIPE FORMADORA

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Referente a questão das regras escolares, na minha escola surgem derivadas de interpretações de decretos, normativas, minutas, etc, porém muitas vezes faz-se valer a interpretação da gestão. Elas são estabelecidas por comunicados, ou discutidas em reuniões, quando é uma regra da escola e não do sistema.
Creio que uma escola não pode funcionar, dignamente, sem regras, deve haver normas estabelecidas para o bom convívio entre todos os atores envolvidos, algumas cabem diálogo e discussão, outras não, apenas cumprisse. Por exemplo: brincadeiras que podem se fazer no horário do intervalo ou horário vago, cabe um debate, uma eleição, a participação do grêmio escolar, as assembleias de sala, os colegiados. Depois dessas regras estabelecidas, em consenso, não cabe a nenhum membro da comunidade escolar discutir ou querer estabelecer quem pode brincar disso ou daquilo, não cabe eleição, não cabe discussão, TODOS podem brincar, ponto final. E entender isso é uma forma de agir democraticamente, em muitos momentos vamos ter que “engolir” nosso orgulho e entender que nossa “vontade” não é preponderante e sim o bem estar da coletividade. E muitas vezes, dentro da escola, os adultos que lá estão, mesmo sendo minoria, irão estabelecer regras para o bem estar da maioria.
Desde que li um livro de Pedro Demo, em 2003, no meu curso de Pedagogia, essa frase não sai da minha cabeça “participação é conquista”, parece uma frase boba, mas seu significado é imenso, até aquele momento, e olha que já estava na casa dos 30, já tinha feito outra faculdade, já havia sido docente, eu não tinha parado para pensar que a participação não é oferecida, ela é conquistada, por meio de luta, de embates, de diálogo e conflitos, como o autor mesmo diz “um constante vir-a-ser”.
Os colegiados da escola pública muitas vezes não funcionam, ou não são democráticos o suficiente para atrair a participação da comunidade escolar, mudar isso é questão primordial para uma mudança efetiva da escola, da maneira de gerir a escola, de gerir seus tempos e espaços.
Fortalecer esses colegiados (Grêmio, APM, Conselho de Escola e de Classe, CIPA) e criar outros espaços como: Assembleias, reuniões dialogadas, Comissão de Mediação de Conflito, etc. Fazer um chamamento para a participação de todos, incluir, envolver, escutar a comunidade escolar, valorizar as ideias diversas e ter a humildade de mudar de ideia, a escola, e quando digo escola me refiro a corpo docente e corpo gestor, não pode mais, nesse momento de tantas incertezas, se recusar a mudar sua fala, seu rumo, por falta de humildade.
No início da aula 6, quando a formadora Crislei pediu 3 palavras que nos remetiam à democracia, logo pensei em liberdade, voto e diálogo. Ao final entendi que é muito mais que isso. Que bom ter a oportunidade de mudar e mudar e mudar e mudar… Em um constante vir-a-ser!