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Que curso maravilhoso!
A cada módulo fico mais encantada com o conteúdo… e muito desafiada.
A organização do material, das aulas, dos vídeos nos desafiam a desacomodar crenças. Embora tenhamos criticado e nos escandalizado com a fala do novo ministro da educação que afirma que “crianças devem “sentir dor” ao serem educadas”, ainda acreditamos/ praticamos a dor moral como estratégia de fomentar uma possível mudança. Me parece que as lições de moral, como as que a juíza faz, quando ela mostra o pai e ao mesmo tempo o silencia, não é muito diferente do que fazemos ao chamar a família das crianças na escola. Praticamos isso de uma forma tão automática, e achamos que vai surtir efeito.
E a Ana Lúcia vai no ponto ao dizer, que bom que esses meninos resistem quando se mantêm e repetem aquilo que a juíza quer ouvir. Fazemos o mesmo. Apertamos a criança e adolescente até que ela diga o que queremos ouvir, mas não investimos tempo em mudar o padrão (como o exemplo do gráfico). Não entendemos que a mudança exige tempo. E lamentavelmente educação é prestação de serviço e temos que produzir. Fazer o círculo restaurativo ou mesmo o temático é de uma riqueza singular. Quantos temas são centrais hoje (talvez sempre): bullying,raça, gênero, periferia, acesso, moradia, política, direitos, trabalho, saneamento básico, SUS. Tantos assuntos que são imprescindíveis à vida em sociedade, mas que ficam do lado de fora. Ou são abordados por nós como teoria, sem participação da criança, do jovem.
Quanto à escuta, que tema necessário. Da mesma forma que precisamos atenção na comunicação para que a não violência seja possível, a escuta faz parte dessas mesma equação. O desafio é aprender a escuta ativa, sem julgamento. Fazer da escuta um jogo de frescobol e não de tênis. Nesse sentido penso nas perguntas, como possibilidades de facilitar a fala do outro. Ao contrário da comunicação como jogo de tênis em que as perguntas servem como armadilhas…
Fico imaginando como o conteúdo do curso deveria fazer parte das formações continuadas dos professores. Tematizar reuniões de pais. Fomentar oficinas. As possibilidades são muitas. Mas os espaços nem sempre são abertos. Mas vamos encontrando novas formas para que tais temas sejam trabalhados e efetivados na escola e na vida.