Prólogo, Gabriel Chalita
 
Prólogo, Gabriel Chalita

Caros educadores,
Quando falamos em Educação em Direitos Humanos, referimo-nos aos direitos fundamentais que marcam a trajetória de uma pessoa. Ao direito à vida, à liberdade, à educação e ao trabalho. Direito de ter voz. E vez. E de ser diferente. Direito à dignidade, enfim. E o ponto de partida para a garantia desses direitos é priorizar e disseminar valores como igualdade, solidariedade, dignidade, justiça, amizade e respeito.

Respeito! Respeito é uma palavra de origem latina, respectus, que significa “olhar outra vez”. Ou seja, algo que seja digno de um segundo olhar merece respeito. Merece consideração, apreço, deferência. Não somos únicos, precisamos uns dos outros. Somos seres sociais. Vivemos em sociedade. Uma sociedade diversa, rica e arlequinal, que exige respeito na arte de conviver.

E a escola é um espaço potencial de convivência. Nela, trabalhamos nossas habilidades e aprendemos a lidar com a riqueza da diversidade. E, quanto mais harmonioso for o ambiente, mais efetivo será o desenvolvimento dos aprendizes. Dessa forma, a Educação em Direitos Humanos impõe-se como conteúdo indispensável nas escolas, construindo e disseminando valores profundos em cada uma de nossas crianças, em cada um de nossos jovens. Valores que levarão consigo por toda a vida, tornando-os seres mais generosos, éticos, respeitosos e capazes de abarcar a natureza humana em sua pluralidade. Enfim, seres mais felizes.

Esta segunda edição de Respeitar é Preciso! Educação em Direitos Humanos reforça esse importante papel, apresentando novas práticas e vivências dos direitos que fazem do diálogo, da justiça e da tolerância os protagonistas de uma luta que deve ser contínua e propagada por toda a sociedade em nome de uma harmoniosa convivência. Se não respeitamos e acolhemos a diversidade, corremos o risco de fomentar as desigualdades.

Para ter uma cidade, um país, um mundo mais tolerante e gentil, é preciso que, juntos, compreendamos que somos peças-chave da engrenagem de uma sociedade que se pretende mais humana e mais justa. Somos todos responsáveis pela construção de um mundo solidário, fraterno, harmonioso.

Gabriel Chalita
Secretário Municipal de Educação


Bibliografia