Prefácio, Eduardo Matarazzo Suplicy
 
Prefácio, Eduardo Matarazzo Suplicy

Caros profissionais municipais da educação,

A segunda edição do material pedagógico original da Rede Municipal de Ensino de São Paulo revela a conexão, a coerência que o processo participativo de elaboração propôs desde o início do Projeto e os resultados de legitimidade e acolhida recebidos pelos(as) parceiros(as) da iniciativa. A primeira edição foi gerada em vinte escolas que participam do raio de abrangência dos quatro Centros de Educação em Direitos Humanos e serviu como projeto piloto. Agora, já discutida, testada, experimentada, trabalhada, revista em conjunto com experiências formativas, passa a incorporar sugestões, críticas, opiniões, seja das Diretorias Regionais de Ensino (DREs), seja de integrantes do Grupo de Trabalho Intersecretarial de Educação em Direitos Humanos (GTI-EDH), da Diretoria de Orientação Técnica (DOT) da Secretaria Municipal de Educação (SME), dos membros do Núcleo de Educação em Direitos Humanos da SME, de diversos profissionais da educação, bem como de consultores especializados. O material nascido na Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC) ganha viabilidade na parceria com a SME, para ser um material de maior alcance na Rede Municipal de Ensino.

A principal característica deste material – diligentemente construído pelo Instituto Vladimir Herzog (Vlado Educação) – é que ele não foi “importado” de fora da experiência da Rede Municipal, para ganhar depois o “chão da escola”, como se costuma dizer no jargão dos profissionais da educação. O processo foi invertido, ou seja, foi do chão da escola para as mentes dos profissionais da educação e, daí, se incorporou às práticas de inúmeras Unidades Educacionais, para se tornar um material de referência, agora, em escala maior, para uso e aplicação das escolas que aderirem ao interesse de integrar os propósitos contidos no material.

E quais são? Educar para os direitos humanos, colaborar para uma cultura de paz, desenvolver os potenciais da gestão democrática, disseminar categorias básicas para os desafios de lidar com violações de direitos, consolidar a cultura do respeito ao outro – independentemente de quaisquer condicionantes –, afirmar a importância da democracia, admoestar quanto ao passado político repressor, estimular a diversidade e o olhar para a alteridade, prevenir práticas de violências no cotidiano. É assim que os valores contidos nos direitos humanos começam a conquistar “mentes e corações”, como sempre faz questão de verbalizar a professora Maria Victoria Benevides.

Eduardo Matarazzo Suplicy
Secretário Municipal de Direitos Humanos e Cidadania


Bibliografia