2. HUMILHAÇÃO E AUTORITARISMO
 
2. HUMILHAÇÃO E AUTORITARISMO

A humilhação, infelizmente, é muito frequente nas relações hierárquicas contaminadas pelo autoritarismo, como em diversos tipos de instituições que fazem parte de nossa sociedade: militares, políticas, de saúde, de educação, de serviços públicos em geral. O desafio de uma sociedade justa é garantir relações democráticas em que haja escuta e participação por meio de mecanismos de consulta e transparência. É nesse contexto e por meio dessas práticas que a autoridade (ver caderno Democracia na Escola) se legitima verdadeiramente, passando a cumprir o papel de organização e orientação, e não sendo apenas um poder instituído arbitrariamente.

Foco de maior interesse nesse projeto, a escola é composta por uma extensa e complexa rede de relações e tem sua organização marcada por uma estrutura hierárquica. Dessa forma, é terreno fértil para situações de humilhação, mas também para a socialização, a promoção da cidadania, a formação de atitudes, opiniões e o desenvolvimento pessoal na perspectiva da Educação em Direitos Humanos.

Encontrar na hierarquia uma forma de organização e distribuição de funções, mais do que um mero exercício de poder, é condição para que as relações entre os educadores aconteçam de modo respeitoso.

O espaço escolar é um lugar privilegiado no sentido de servir como cenário para a transformação voltada para a legitimação e a valorização dos Direitos Humanos em todas as relações, instâncias e atividades. Também se presta a nos oferecer elementos que permitem tanto uma análise proposital dos preceitos éticos quanto o cultivo de um ambiente em que a humilhação não encontra seu enraizamento facilitado.

3. HUMILHAÇÃO E AÇÕES EDUCATIVAS