6. Antes de começar…
 
6. Antes de começar…

O Projeto Respeitar é Preciso! é uma proposta de ação. Portanto, na parte II deste material, vocês vão encontrar atividades para reflexão, diálogo, interação, construção e atuação em conjunto por todos os envolvidos no convívio escolar. São situações estruturadas em um conjunto que contém um parágrafo inicial apontando o sentido das atividades sugeridas, o que deve ser providenciado, o desenvolvimento delas, uma finalização e, posteriormente, orientações para a elaboração do que os participantes vivenciaram.

Essas situações podem e devem ser apropriadas e adaptadas pela escola para que a sua realização seja reflexo da história e do contexto de cada realidade.

Uma das questões mais frequentes é em relação ao tempo e aos espaços disponíveis para viabilizar o trabalho. Dependendo das prioridades e das condições de cada escola, é possível manejar localmente o tempo das atividades. Por esse motivo, não existe uma indicação precisa de duração para cada momento das atividades.

Vale lembrar que as atividades estão organizadas em etapas, numa lógica de processo. Portanto, é importante considerar a sequência proposta.

Indicamos aqui algumas sugestões que podem servir de inspiração para o desenvolvimento dos trabalhos:

  • Manter na escola um painel com notícias, reportagens e informações sobre o tema Direitos Humanos e sobre as ações que vão sendo realizadas no âmbito do Projeto para que toda a comunidade escolar tenha acesso e possa se informar sobre o que está acontecendo na escola.
  • Organizar uma agenda de encontros para garantir os horários em que o maior número de pessoas possa participar.
  • Organizar o espaço de acordo com o tipo de trabalho que será realizado. Como na maioria das vezes serão trabalhos em grupo, a organização da sala precisa propiciar a formação de uma roda de conversa e também a divisão dos participantes em subgrupos.
  • Reservar um tempo antes ou depois da reunião para confraternizar é interessante. Todos sabem a importância de um lanche para tornar um encontro mais agradável e estreitar os vínculos entre as pessoas.
  • Lembrar que, apesar de as atividades serem orientadas e os materiais estarem indicados em cada atividade, esse trabalho é de cada escola. Vocês podem e devem conferir aos trabalhos uma identidade própria da escola, e isso pode significar, por exemplo, inserir outros materiais, ampliar atividades e gerenciar o tempo conforme as necessidades de cada grupo.
  • Registrar o desenvolvimento de cada atividade é uma prática interessante não só para sistematizar as reflexões e as ações, mas como documentação processual do trabalho.
  • Garantir o exercício do diálogo o tempo todo é fundamental. Lembrar que a opinião de todos tem valor, que no diálogo construímos conhecimento juntos e nos desenvolvemos, que é comum mudar de ideia, transformar uma opinião. Assim, algo que sempre foi de um jeito pode ser de outro. Cada um pode olhar e entender a mesma questão de formas diferentes. A Educação em Direitos Humanos chama a todos para uma atitude flexível, em que a mudança deve ter espaço o tempo inteiro.
  • Considerar que a adoção dos princípios dos DH é algo que muitas vezes vai contra o estabelecido, o que é rotineiro tanto nas relações cotidianas com os alunos quanto entre os adultos. Assim, é preciso não só buscar boas intervenções educativas, mas enfrentar dificuldades no sentido de se colocar “contra a corrente” e assumir uma postura diferente.

Bibliografia